Cepol chegou a ser acionada de maneira oficial sobre a morte do cabo

O atendimento da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Curitiba, no fim da tarde deste domingo (10), provocou revolta entre os policiais militares. A equipe do Samu avaliou que o cabo baleado por criminosos perto da Rodoviária ao abordar um carro que vinha na contramão, estava sem sinais vitais e, por isso, morto. Porém, em menos de sete minutos, outra ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) chegou ao local, reanimou o cabo ferido e o encaminhou ao Hospital Cajuru, onde segue internado em estado grave. Policiais militares estão revoltados e protestam nas redes sociais contra o que consideram descaso do primeiro atendimento.

A ação dos criminosos aconteceu por volta das 17h10, depois de um assalto a um posto de combustível. Ao entrarem na contramão, o policial abordou o grupo, que atirou contra ele e ainda o atropelou. Ferido, o policial caiu no chão, já inconsciente, segundo testemunhas.

Uma viatura da Polícia Militar (PM) estacionou ao lado do cabo baleado em menos de dois minutos, segundo depoimentos informais de testemunhas, e fizeram o acionamento para o Siate, por meio do 193, alertando sobre um policial baleado.

No entanto, nesse momento, outra ambulância do Samu passava pelo local, com uma vítima dentro da ambulância, e parou para prestar atendimento ao policial. No socorro, havia um médico, uma enfermeira e um socorrista, em uma ambulância de suporte avançado. Segundo fonte da Banda B, o policial foi dado como morto às 17h19.

Um dos policiais militares que estava no local garantiu que lhe foi entregue um lençol branco, para cobrir o colega da corporação. Há registro de um pedido formal ao Centro de Comunicações de Operações da Polícia Civil (Cepol) às 17h26 para que seja acionada a Polícia Científica e o Instituto Médico Legal (IML).

O lençol ficou sobre o corpo do cabo Gulhinski por cerca de dois minutos, até a chegada de uma equipe do (Siate), acionada por meio do 193. Às 17h30 o policial já estava sendo reanimado pela segunda equipe, também composta por médico, enfermeiro e socorrista. O cabo foi entregue ao Hospital Cajuru em estado grave, mas com vida às 17h50.

A Banda B teve acesso aos detalhes do atendimento médico do Siate ao policial até a chegada ao hospital. Segundo a equipe, o cabo estava com atividade elétrica sem pulso, mas com coração batendo. A falta de pulsação, segundo a equipe, aconteceu pelo sangramento ou pela falta de oxigênio, já que o cabo respirou uma quantidade de sangue. Ele foi entubado até a chegada ao hospital e, mesmo sedado, apresentava boa reação aos atendimentos. Ainda segundo a equipe médica, não há sangramento dentro do cérebro, exames de tomografia indicam que não há lesões aparentes, mas que, a princípio, o mais preocupante quanto à sequelas teria sido o tempo de parada que o policial permaneceu – sem socorro.

Diante dos atendimentos emergenciais, colegas do cabo e policiais da corporação estão revoltados com o descaso do Samu, no primeiro atendimento ao policial.

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